segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Casa da Hilly

Chegamos na casa da Hilly, fora de Den Haag, as portas de uma florestinha, com uma vizinhança de casas pequenas e simpáticas. São pré-fabricadas, todas com seus pequenos e bonitos jardins. Interessante o lugar, e acolhedor - assim como a Hilly. Esta holandesa tem um pé na floresta, onde morou por vários anos. Ela fala, portanto, português, e tem uma alegria interior muito gostosa da gente compartilhar.

A Hilly é devota de Amma, uma santa indiana viva que tem como missão acolher com amor as pessoas do mundo e despertar nelas a presença de Deus, nelas mesmas e em tudo o mais. Ela abraça, a Amma. Sim, quando ela está em algum lugar, as pessoas vão vê-la para serem abraçadas por ela. E ela acolhe a todos - homens, mulheres, crianças, velhos, animais e plantas. As fotos são muito incríveis e comoventes. Amma tem um olhar de criança, cheio de esperança e inocência amorosa. Ela abraça e compreende o que cada um está precisando, e isto transparece nas fotos, na intenção que vemos em sua expressão ao acolher as pessoas. Nossa, fiquei muito comovida, é forte. E fiquei com uma grande e sincera vontade de conhecê-la e receber o seu abraço! Pois bem, ganhei um livro da Hilly, com fotos e orações. Fiquei muito feliz!

Como disse, aqui do lado da casa da Hilly tem uma floresta, uma área verde com pinheiros, carvalhos (que nunca tinha visto ao vivo, aqueles que dão aquela noz que o Tico e Teco comem) e uns campos de flores lilás que são muito bonitos de se ver. Fomos então - Hilly, Maria Alice e eu - passear na floresta de bicicleta. O sol até saiu para dar um brilho e calorizinho a mais ao nosso passeio.

Sim, porque aqui na Holanda está o maior frio, quer dizer, para os padrões brasileiros e acreanos. O povo aqui está feliz da vida, curtindo o tempo "fresco". Eles sofrem com muito calor, quer dizer, o que para eles é muito calor talvez para nós seja um dia gostoso. A metereologia, portanto, pode ser muito relativa, apesar de toda a sua cientificidade, já que o tempo não é só aqueles mapas que a gente vê no jornal e na TV, ele é o que a gente sente como frio ou quente, agradável ou insuportável. E aí entram mediações pessoais, culturais, fisiológicas e outras mais, já que um tempo ensolarado pode ser bom para fazer algo (ir a praia, por exemplo) mas ruim para outra coisa (como ficar em casa estudando). Engraçado é que sinto que estou sentindo menos frio; não sei, de alguma forma ganhei um pouco mais de suportabilidade ao frio e ele parece me incomodar menos. Será que quando chegar em casa vou sentir saudade do frio? Bem capaz...

2 comentários:

Dedé Almeida disse...

Meu palpite é de que você está com menos frio por causa do calor das amigas queridas... que delícia!!

Mariana disse...

Pode crer, Dedé, o coração e corpo estão aquecidos! bjs e saudades