Era muita coisa pra ver, saudades para matar - e pouco tempo. Então, elegemos. Os dois primeiros dias foram dedicados a visitar exposições: a do Palácio e da Biblioteca da Floresta. Incluímos uma ida ao Mercado Velho novo, passeio na passarela, ver o rio. Rolou ainda um almoço no Mata Virgem, que serve galinha caipira, coisa que meu pai, tal qual mulher parida, estava desejando! Estava gostoso mesmo. Ficamos também em casa, pois foram dias de MUITA chuva, só vendo... Chuvas amazônicas. Pra quem não conhecia, até isso foi turismo: ver e ouvir a chuva.
Rumamos então para a Pousada Ecológica do Seringal Cachoeira. Um hotel na floresta, ali pertinho dela, de bom gosto e agradável. Não tenho fotos aqui comigo, por isso não as ponho agora, mas vale com certeza conhecer e descansar por lá um pouco. Tem um açude grande com uns decks bons de ficar e fazer um som, como fizemos: Zé Carlos no violão, meu pai na percussão e o mulherio na voz. Nossa, passamos umas horas ali revirando o baú da memória de músicas antigas, cada um revelando seus talentos vocais (mesmo que desafinado...).
No dia seguinte, corremos lá no Nilson Mendes, que gentilmente nos levou para um tour na floresta, um tour de verdade, fora de trilha, andando na mata e conhecendo, guiados por ele, um pouco melhor aquela paisagem que, pra quem não conhece, parece de um verde meio uniforme, mas pra quem conhece é diversificado, descontínuo e cheio de informação. Pegamos MUITA chuva, tivemos mesmo que abreviar o passeio. Para nos proteger, por duas vezes Nilson improvisou um abrigo com palhas de jarina, e ali pudemos passar mais de hora esperando a chuva amainar. Com tudo isso, nos molhamos muito, pisamos em poças, descarregamo-nos ali naquelas matas. À noite, já em casa, todos dormiram como uns anjinhos do Domingo de Páscoa.