sexta-feira, 17 de junho de 2011

II Festival Cultural Corredor Pano

Nos dias 15 a 20 de julho próximos, na aldeia Kuntamanã, o povo Kuntanawa estará promovendo a segunda edição do Festival Cultural Corredor Pano. Ano passado pude participar do primeiro Festival realizado, e também relatar o que vi, ouvi e vivi lá. As fotos aqui desta postagem são daquele Festival. Ainda não sei se poderei estar lá na aldeia Kuntamanã este ano, mas farei o possível e convido os leitores a também fazerem este movimento.

A programação é intensa, como pode ser visto a seguir:

Dia 15

07:00 – 08:00 Café da manhã

08:00 – 12:00 Cerimônia de apresentação das delegações indígenas, com celebração e banhos de medicinas sagradas da floresta amazônica, para proteção e integração com a natureza;

12:00 – 14:00 Almoço

14:00 – 17:00 Passeio por trilhas na floresta para integração e conscientização da natureza

18:00 – 20:00 Jantar

20:00 Cerimônia de Integração dirigida pelos líderes espirituais dos povos Pano, com orientações sobre o uso correto das medicinas sagradas e seus conhecimentos ancestrais

Dia 16

07:00 – 08:00 Café da manhã

08:00 - Sessão de Pinturas corporais tradicionais – kene com jenipapo e urucum, ministrada pelos povos indígenas, com objetivo de mostrar a importância e significado das pinturas, promovendo assim a troca de experiências entre os povos

10:00 - 11:00 Abertura oficial do festival no terreiro com mariri e apresentação de cantos

12:00 - 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 Rodada de conversas dos Povos indígenas e delegações não-indígenas para afirmação de apoio pela proteção do meio ambiente e fortalecimento cultural, e pela integração efetiva entre os povos indígenas e não-indígenas

16:00-17:00 Debater a proposta Rio + 20 em 2012 no Rio de Janeiro para inclusão dos povos indígenas com seus conceitos de relações harmônicas com a natureza e a proteção da biodiversidade

18:00- 20:00 Jantar

21:00 - Exibição de filme e documentário que abordam a questão ambiental e cultural

Dia 17

07:00 – 08:00 café da manhã

8:00 – Manhã do meio ambiente com visita nas áreas de reflorestamento da comunidade com árvores frutíferas, nativas e exóticas e madeiras de lei

12:00 - 14:00 Almoço;

14:00 - 16:00 Brincadeiras tradicionais no terreiro

16:00 - 18:00 Celebração espiritual e ensinamentos das anciãs da etnia Pano com representantes do Conselho das 13 Avós

18:00 - 20:00 Jantar

20:00 Apresentação dos artistas indígenas

Dia 18

07:00 - 08:00 Café da manhã

09:00 - 14:00 Pescaria tradicional dos povos indígenas e almoço na beira do lago

15:00 - 17:00 Ritual da Samahuma com os pajés

18:00 - 20:00 Jantar

20:30 - Ritual com Medicinas Sagradas

Dia 19

07:00- 08:00 Café da Manhã

08:00-10:00 Dança do Mariri e brincadeiras e jogos tradicionais

11:00 – Comidas tradicionais: Caiçuma (bebida feita com banana e/ou macaxeira fermentadas), peixe moqueado na palha da bananeira, assado na brasa e na caldeira com leite de coco da mata; beijus com coco, tapioca, banana assada e cozida; macaxeira assada e cozida no leite de coco da mata; frutas da região, palmito e outros

14:00 -16:00 Rodada de conversa dos Povos indígenas, não-indígenas e organizações governamentais e não governamentais:

Para afirmação de apoio pela proteção do meio ambiente, fortalecimento da cultura e afirmação da integração efetiva entre índios e não índios;

Avaliação das rodadas de conversa e do Festival;

• Leitura do Documento final que será enviado aos órgãos governamentais sobre o Festival Cultural Corredor Pano;

17:00 h Cerimônia de despedida

18:00 – 20:00 Jantar

20:00 Noite intercultural de despedida

Dia 20

07:00 - 12:00 Saída das delegações não indígenas

15:00 Avaliação pelas delegações indígenas e planejamento do projeto "Corredor Pano"

Contatos para maiores detalhes, custos e procedimentos para chegar ao local podem ser feitos pelos telefones (68)99968678 begin_of_the_skype_highlighting (68)99968678 e end_of_the_skype_highlighting(68)99554128 begin_of_the_skype_highlighting (68)99554128 end_of_the_skype_highlighting

Sintam-se, portanto, todos convidados!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Orgânicos no Arraiá do Alto Santo

No Arraiá do Alto Santo montamos uma barraca de produtos orgânicos. Foi uma novidade, e uma aventura encampar e produzir esta idéia. Deu trabalho, corremos bastante, dormimos pouco, improvisamos e exercitamos a coragem e ousadia. Apresentamos a nossa irmandade e demais visitantes produtos saudáveis, vivos, sem veneno e sem crueldade. Além de serem produzidos sem ofender a terra (sem queimá-la, por exemplo), não disponibilizamos qualquer produto industrializado ou aqueles de origem animal.

Na verdade, foram duas barracas irmãs: numa servimos iguarias diversas, como tapiocas com patê de tahine ou de beringuela, açaí com granola artesanal, sanduíches de pão integral caseiro, pipoca, amendoim, batata-doce assada na brasa, entre outras gostosuras. Não teve tudo todas as noites, a exceção das tapiocas - um sucesso incontestável. Houve momentos em que o movimento era tão intenso que o jeito era lembrar: "gente, calma e paciência, aqui é slow-food."

Ao lado, montamos uma feirinha de produtos orgânicos, resultado de uma parceria com vários dos produtores da região que realizam a Feira de Produtos Orgânicos (aos sábados, pela manhã, no calçadão atrás do Terminal Urbano). Lá, os que nos visitaram, puderam comprar e levar para casa frutas como o bacuri, tangerinas e mexiricas, laranja e lima, banana, cupuaçu, jaca e abacaxi, além de goma de tapioca, hastes de palmito de pupunha, gergelim, pimenta malagueta fresca, entre outros produtos. Vendemos ainda lindas camisetas de algodão com desenhos exclusivos e especialmente concebidos para a ocasião, bolsas floridas de xita para quem quer abandonar as sacolas de plástico, sabonetes de murumurú e a alquimia das garrafadas e medicinas da floresta. Um luxo! Contamos, na primeira e última noite, com a presença dos nossos parceiros produtores na festa.
Enfim, foi lançada a semente. Muita gente colaborou e participou da empreitada. Já falei dos produtores, sem eles nada teria acontecido. Acima estamos, da esquerda pra direita, a turma da produção executiva, digamos assim: Ana, eu, Angélica e Gregória, já no final da festa, fechando a barraca no domingo. Mas teve ainda a dona Adelaide, que figura na foto anterior a esta, o Caio, filho da Ana, que trabalhou animadamente servindo o açaí para o pessoal, e que ganhou um novo amigo no último dia, o David, que se especializou no setor da água de coco, que, esqueci de contar, também tinha. E teve ainda a Socorro, que fez aparições na barraca e deu uma força nos preparativos, e o Marcelo, que cuidou do fogo que assou palmitos e a batata-doce. E o Amilton, lá de Cruzeiro do Sul, que concebeu as belas blusas que vendemos, algumas das quais Ana e Gregória vestem acima. E a dona Arsênia, mãe da Angélica, que esteve junto de diversas formas. E uma turma muito dez da União do Vegetal, que esteve junto e se envolveu na lida da feira, atendendo e informando os visitantes e clientes. O Leandro, esposo da Gregória, colaborou com sua alquimia fina, e os filhos do casal Érica e Enrico também frequentaram os bastidores da barraca.

Valeu todo mundo - quem trabalhou, quem frequentou, quem se alimentou, se abasteceu ou quem só passou pra dar uma olhada. Foi uma experiência intensa e fina - um presente. Daqueles que só o Mestre e a nossa Madrinha sabem nos dar. Estou eterna agradecida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sobre onças e pinguins

Duas matérias hoje nos jornais despertaram minha atenção, e deixaram-me, uma e/ou outra, chocada, passada, comovida, pensativa. A primeira é sobre a penalização de uma proprietária de fazenda no Pantanal Matogrossense que promovia safaris para turistas estrangeiros, tendo como alvo preferencial onças, pintadas e pardas. A dita senhora, que atende pelo irônico nome de Beatriz Rondon, parece que já chegou, em algum momento, a ser premiada como defensora das mesmas onças caçadas em sua fazenda. Vai entender. Coisas de Mato Grosso, acho. Foram três multas em um mês na fazendeira reincidente, totalizando ridículos R$ 230 mil para quem, segundo a matéria, cobrava US$ 30 mil dos turistas interessados em matar onças. Agora me diga: qual a graça disso? Matar onças... Só pode ser uma perversão do nosso melhor e mais valoroso bom senso.

Outra matéria é sobre os pinguins, esses nossos amigos de casaca que estão, como outros animais dos pólos, sofrendo com o aquecimento do planeta. Pois bem, os conhecidos como pinguins-adélia, que acho que são uns pequenininhos super-simpáticos, estão desaparecendo da Penísula Antártica porque as rochas onde punham seus ovos agora ficam cobertas pela neve que se precipita em maior quantidade. Então não tem mais como fazer os ninhos. E a outra péssima notícia é sobre os Imperadores, aqueles d'A Marcha dos Pinguins (que não viu este filme, ou não conhece a valentia desses seres, precisa se atualizar!), que desapareceram da região. Uma única colônia que tinha por ali, sumiu. Para onde foram eles? Refugiados ambientais, drama de muitas populações humanas.

Mas hoje quiz mesmo é falar dos animais, que estão vivendo suas vidas e sendo afetados dramaticamente pela nossa. Eles não nos acusam, não apontam seus dedos para nós, não nos xingam, nem ficam por aí se queixando, ressentidos. Não sei muito bem o que eles fazem, ou como designar o que fazem. A vida quer viver, eles vivem. E se não dá mais pra viver, não vivem mais. Talvez seja assim, meio natureza mesmo, simples, natural. Mas não dá pra não pensar no que nós estamos fazendo, com eles e com nós mesmos, privando-nos da sua companhia no planeta, da sua companhia nesta nossa viagem pelo espaço cósmico a bordo da nave Terra. Tornando a viagem mais árdua, e a nossa nave um ambiente difícil pra se viver. Sei lá, devemos estar precisando viver tudo isso. Será? Pra chegar a onde mesmo se tudo já está aqui...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arraiá do Alto Santo


Então é isso, pessoal, na semana que vem (6a feira, sábado e domingo) tem arraial do bom lá na madrinha Peregrina!

Já fazem 40 anos que o nosso querido e saudoso Mestre Irineu realizou sua passagem. Foram também 40 anos sem arraial, festança que sempre acontecia nos bons "tempos do Mestre". Hoje, ali onde é o túmulo dele, contam os mais velhos que era justamente o lugar do arraial. Pois é, eis que este ano nossa igualmente querida madrinha resolveu nos presentear, a todos, com a reedição da festa.

Tá a maior correria. Só quem já organizou uma coisa assim pode imaginar, ainda mais porque somos meio novatos, calouros, não participamos dos arraiais antigos e ainda não havíamos organizado um juntos. Um bom trabalho coletivo, um esforço de união, cuidar do que é nosso - não poderia ter sido melhor e maior o presente que a nossa madrinha nos deu.

Os recursos financeiros arrecadados, assim como os do bazar que funcionou nos meses de março e abril, são para reformas necessárias na nossa sede. Pois é, teve uma obra há tão pouco tempo, mas pelo visto não foi tão bem feita como deveria. Coisas de licitação, onde você não escolhe quem você quer que faça a obra. Mas enfim, como tudo está como deve estar, tudo isso está sendo de muita serventia para a nossa convivência como irmandade, e também para receber os amigos e amigas que vierem prestigiar o Arraiá do Alto Santo.

Vai ter de tudo que um arraial tem direito, como quadrilha, bingo, jogos, música e comidas. Adianto que participo de uma equipe que está produzindo uma barraca por nome Orgânica, onde serão oferecidos alimentos e produtos orgânicos, indo do palmito assado, batata-doce assada, frutas diversas, tapioca com recheios diversos, sempre naturais, a sanduíches de pão integral caseiro, água de coco e açaí com granola artesanal. Nossa proposta é que haja também um setor de venda dos produtos, pra quem quiser, digamos assim, fazer a feira! Estamos em contato com diversos produtores orgânicos da cidade e arredores, que estarão colaborando conosco.

Estão, portanto, todos e todas convidados. Ah, sim, o horário, que acabou não saindo no cartaz: a partir das 18 horas. Espero vocês lá!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Manejo da pesca e a "psicultura"

O texto abaixo me chegou por email, vindo o Marcelo Apel, educador popular que conheci nos anos 80, quando ele morava no Paraná. Depois o Marcelo andou. Foi pro Maranhão e de lá começou sua peregrinação amazônica, passando pelo Pará, Amapá, e chegou ao Acre, sempre trabalhando com pescadores familiares em projetos de manejo comunitário, organização de associações e outras coisas mais. Ele ainda é pai da Enaiê, que é minha aluna na Ufac, uma querida, opinião compartilhada também pelo Wilian, que também é meu aluno e namorado dela. Pois bem, o Marcelo enviou um texto contando sobre o manejo comunitário de Pirarucu aqui no Acre, como a coisa andou e como está a andar. Tomei a liberdade de fazer uma pequena edição. Vale ler, é tão difícil chegar informação mais de dentro desses projetos e de quem conhece o babado e tem compromisso.

Sim? Não? Talvez? Por quê?

O Manejo da Pesca e do Pirarucu vai continuar...

e a pesca? e os pescadores? ah sim, e os peixes? pois sem peixe não tem pesca e sem pesca não tem pescador... e o peixe se está acabando...

“é mas o que Deus deu não se acaba... não se acaba, mas fica pouco, num é mermo? bem pouquinho, quase um nadinha”...

é assim que estava (e está) a pesca nas cabeceiras... e aí faz o que? discute com os pescadores e com os ribeirinhos, pesquisa, investiga, propõe, escreve um projeto...

a pesca só, não acaba com os peixes, a devastação florestal é muito mais prejudicial, assoreia rios, igarapés lagos, e diminui a alimentação dos peixes e locais de desova e refúgio, diminui a água... aí trabalha, trabalha, trabalha... e depois de algum tempo avalia, revê, repensa, reescreve, aprende... e trabalha de novo e a coisa começa aparecer... é possível fazer alguma coisa... os resultados mostram...

mais de 440 famílias de ribeirinhos e pescadores se envolveram e acreditaram que é possível...

e a coisa tem que ser de “acordo” senão, não vai... então, embora fazer um “Acordo de Pesca”...

e foram feitos 5 acordos em 13 lagos, com 32 comunidades e 3 Colônias de Pescadores... incluindo aí duas comunidades indígenas Huni Kuî... e isso é gente bastante, assim umas 2200 pessoas... uns 1500 eleitores...

nesse meio tempo... um peixe grande cruza o caminho... “é prá pirar”... é pirarucu...

e põe grande nisso, 2,70 metros e maior ainda 2,80 metros... e nem é mentira de pescador, não... em três anos dá um salto de produtividade... de 56 para 187, só no lago Santo Antonio...

gente, dá mais que criar boi... temos até 9 pirarucu por hectare de água... adulto chega a 5...

e, boi é quantos mermo? Maninho, nem chega a dois... ôôô desperdício de floresta...

começou num lago só... criança também começa pequena... é mais fácil de controlar e conforme vai crescendo a gente vai aprendendo... aí passou para dois lagos, três... e agora já são 10 em Manoel Urbano e Feijó... e dá para trabalhar também com este senhor em Tarauacá, Cruzeiro, Rodrigues Alves, Plácido, Santa Rosa... onde tiver lago...

mas esse bicho come muito, acaba com as piabas e os pescadores vão pescar o que?

diz os entendido (de nada) que um pirarucu come até 3000 branquinha/mocinha por ano, é muito peixe... mas um pirarucu desova por ano até 5000 filhos, é muito peixe... só chega a crescer e ficar adulto uns 40 a 50... e os outros? viraram comida de peixe e de outros bicho... a natureza é sábia e nós não “aprende” com ela... num lago tem que ter de tudo desde peixe que come lodo, que come fruta, que come capim até peixe que come outros peixes... ou alguma coisa está desequilibrada... até peixe que morre de velho, mas isso é história de pescador.

é mas tem que se organizar, e tem que ter gente pra trabalhar, e tem que ter dinheiro, e tem que ter pesquisa...

aí a parceria é importante... e bota comunidades, e bota Colônias de Pescadores, e bota IBAMA, e SEMA, e IMAC, e UFAC, e MPA, e WWF, e MDA, e SEAP, e Aldeias, e Prefeituras, e PM, e Sindicatos de Trabalhadores Rurais, e Associação das Comunidades, e Igrejas, e ONG’s... e a SEAPROF puxando a coisa toda, aí a coisa cresceu, engrandeceu e andou, e não parou...

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e melhorou o que para os pescadores e comunitários?

com o pirarucu os pescadores passaram a ter mais uma fonte de renda... antes não existia pirarucu ou tinha bem pouquinho... são pelo menos R$ 800,00 - em mais ou menos um mês de trabalho por ano...

os lagos com acordos de pesca melhoraram?

nas pesquisas e monitoramentos realizados se pode ver que após os acordos os lagos produziram mais. Antes do acordo nos lagos um pescador que pescava em média até 168 kg passou a pescar até 227 kg, depois do acordo. Um aumento de 35 %... pouco, diriam alguns... com certeza é necessário monitorar de forma mais freqüente para ter mais segurança das informações... mas um grande avanço dentro de uma visão de que a quantidade de pescado estava diminuindo...

conseguir manter a quantidade de pescado igual já teria sido bom, ter aumentado “é muito mais bom”, ainda...

e tem um monte de gente que pesca só para comer e o que, que eles dizem:

“ficou melhor, aumentou o peixe; tem mais quantidade de peixe e a qualidade é melhor; ainda tem gente que não cumpre o acordo; diminuiu a pesca irregular”...

e olha que este povo de beira de rio e de lago come peixe... no Acre dependendo do lugar vai de 14, passando por 49 até 78 quilos de pescado por pessoa por ano... a média do Brasil é de 5,8 quilos de pescado por pessoa por ano... saúde e segurança alimentar com certeza... em média 125 gramas diários de pescado é preciso manter essa quantidade...

mas e agora??? desde janeiro acabou-se este trabalho?

só se houve falar de piscicultura... e grandes somas – Governo do Estado diz R$ 40 milhões, BASA fala em (mais?) R$ 60 milhões...

10% disso já seria um bom começo para manter o trabalho de manejo da pesca... assim uns R$ 4 milhões, mas se tiver a metade (não vou diminuir mais, não) nos próximos 4 anos dá para continuar e aumentar muito o trabalho... aprender mais, pois cada lago é cada lago e cada pescador e ribeirinho, e cada comunidade e Colônia de Pescadores é um mundo... e os resultados virão...

teremos mais luz e mais felicidade...

meio japiim

Aquiry, abril 2011